Escola de Heróis

INTRODUÇÃO 

A Escola de Heróis é um projeto realizado desde 2017 pela mocidade espírita com crianças da evangelização do Centro Espírita Maria de Nazareth, localizado em São Bernardo do Campo, SP. O projeto ocorre no período posterior às reuniões da evangelização e consiste em contar histórias e realizar atividades lúdicas com as crianças de maneira que elas se envolvam ativamente nessas ações. Os conteúdos trazidos nas histórias e reforçados com as atividades são biografias de personagens históricos da Humanidade que nos servem como exemplo de vivência do Evangelho, ofertando aos pequenos novas aspirações e propósitos para a vida.  

O projeto atendeu uma necessidade específica do nosso centro espírita, a de ocupar as crianças no período em que os pais ainda estavam envolvidos em algumas atividades. Por outro lado, com os resultados, identificamos que a Escola de Heróis auxilia na solução de questões centrais de muitas evangelizações e mocidades espíritas, que vão além da necessidade de manter as crianças comportadas. Portanto, o nosso intuito é compartilhar esta iniciativa com outros companheiros que possam, a partir dela, ter insights e inspirações para a sua própria ação evangelizadora. 

 

OBJETIVO PRINCIPAL DA ESCOLA DE HERÓIS: 

Para a criança: Estimular a transformação moral das crianças por meio de bons exemplos. 

Para o jovem: Envolver o jovem com a mocidade, a casa espírita e o Espiritismo através do trabalho. 

 

JUSTIFICATIVA: 

O projeto foi criado com o intuito de atender à necessidade de manter as crianças em silêncio para manter a ambiência espiritual da casa, dando atenção a elas sem trazer agitação e atividades que prejudicassem essa ambiência, uma vez que elas ficavam correndo no centro no horário após a evangelização em que os pais ainda estavam envolvidos em atividades, como o tratamento espiritual ou a avaliação da equipe de evangelização. Havia também necessidade de envolver o jovem da mocidade mais ativamente com a casa espírita. 

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:  

  • Ocupar as crianças com atividades úteis fora do horário da evangelização enquanto outras tarefas ainda estejam em execução; 
  • Estimular a transformação moral das crianças através do exemplo de pessoas que tiveram virtudes exemplares (sempre ressaltando que apenas Jesus é o nosso guia e modelo, mas que Ele enviou espíritos à Terra que vivenciaram os Seus ensinamentos e nos inspiram a sermos melhores); 
  • Fortalecer o engajamento do jovem na mocidade e na casa espírita; 
  • Criar vínculo entre os jovens da mocidade; 
  • Criar vínculo dos jovens com as crianças, fazendo com que o engajamento da mocidade no trabalho espírita sirva de exemplo para elas; 
  • Preparar os jovens da mocidade para serem futuros evangelizadores e trabalhadores espíritas. 

 

ESTRUTURA DO TRABALHO: 

Integrantes da equipe 

  • Participantes da mocidade 
  • Evangelizadores/Coordenadores da evangelização 

 

Público-alvo 

  • Crianças entre 3 a 11 anos que estavam em um período ocioso na casa espírita, fora do horário da evangelização. Exemplo: momentos em que a evangelização já tenha se encerrado, mas os responsáveis ainda estavam em outras tarefas, tais como tratamento, passe, avaliação, palestra, etc. 

 

Acompanhamento dos evangelizadores 

  • A equipe de evangelização acompanha o trabalho por meio de reuniões de avaliação junto à equipe da escola de heróis e também por meio da participação cíclica de evangelizadores nos encontros semanais do projeto, dando o suporte bem como ajudando na instrução do grupo. 
  • Em nossa casa espírita, as reuniões de avaliação da evangelização aconteciam de forma simultânea à reunião da escola de heróis, e sempre havia um jovem representante da escola de heróis nas reuniões de avaliação e um evangelizador nos encontros da escola de heróis. 

 

Divisão em grupos de trabalho 

  • Quando há a disponibilidade de um número suficiente de jovens para a tarefa, as crianças são divididas em grupos por faixa etária de maneira semelhante à evangelização infantil, onde os mesmos heróis são trabalhados por ambos os grupos, porém com as devidas adaptações didáticas relativas à idade predominante das crianças do grupo. 
  • Em nossa casa espírita há 4 turmas de evangelização entre as idades de 3 a 11 anos, as quais são reorganizadas em duas turmas no momento da escola de heróis. Preferimos manter poucas subdivisões por sermos uma equipe de jovens iniciantes e em treinamento para evangelizar, portanto, quanto mais jovens planejando e executando a tarefa juntos, melhor. 

 

Dinâmica dos encontros 

  • Os encontros são planejados primando por atividades interativas e contação de histórias envolventes e de forma lúdica, onde a criança participa ativamente. 
  • Os encontros seguem uma estrutura simplificada, como: 
  1. Momento musical (opcional)
  2. Contação da história
  3. Atividade prática/dinâmica

 

Planejamento dos encontros 

  • A equipe de jovens que compõe a escola de heróis realiza planejamentos semestrais que têm por objetivo listar os heróis que podem ser trabalhados nos encontros e criar um cronograma de reuniões para os próximos 6 meses. Para essas reuniões, cada jovem fica encarregado de estudar e apresentar para o grupo uma breve biografia de um herói, possibilitando que o grupo destaque os principais pontos da história e as principais virtudes que aquele herói apresentou. Por fim, são feitas a análise e a seleção dos heróis, bem como os temas que cada encontro terá (por exemplo: fidelidade ao bem; emprego útil do tempo). 
  • Há também planejamentos semanais em que a equipe se prepara para o encontro seguinte, realiza um estudo mais aprofundado da história de vida do herói daquela semana e define: 
  • Temas doutrinários que serão destacados com a história; 
  • Quantidade de encontros necessários para trabalhá-la; 
  • Objetivo do encontro que vise estimular o autoconhecimento e transformação moral das crianças (assim como é feito na evangelização); 
  • Recurso para contar a história; 
  • Perguntas e reflexões para o resgate da história; 
  • Atividade ou dinâmica complementar; 
  • Coordenador(es) do encontro que irá(ão) contar a história e promover a atividade. 

 

DESENVOLVIMENTO DAS REUNIÕES:  

  • Conteúdo Doutrinário/Moral  

Os encontros da escola de heróis, fundamentando-se na Doutrina Espírita, têm como um de seus propósitos centrais ressignificar o conceito de herói na mente das crianças, comumente associado aos super-heróis com seus superpoderes. Para isso, buscamos refletir na seguinte pergunta:  

”O que torna alguém um herói?”. 

Os heróis são aqueles que tem a capacidade de ajudar muitas pessoas, de fazer um grande bem aos outros ao seu redor, de vencer o mal, onde quer que estejam. 

Para fazermos o bem e agirmos como um herói, não precisamos de superpoderes como saber voar, ter superforça ou supervelocidade. O mundo está cheio de exemplos de pessoas que ajudaram muito e salvaram outras pessoas, seja pela forma com que elas agiram, pelos princípios que ensinaram, ou ainda pelas boas ações que elas realizaram. Para isso elas se utilizaram de outros superpoderes: as virtudes. Os heróis da vida real possuíram e possuem diversos desses poderes, como a coragem, a resignação, a bondade, a piedade, a disciplina, a humildade, a renúncia e o amor. 

Ao trazer um novo entendimento de que as virtudes são o que tornam as pessoas heróis, concluímos que o maior herói que passou pela Terra é Jesus, e que nós podemos ser heróis também, se conseguirmos conquistar tais virtudes em nosso coração. 

Para que possamos nos tornar heróis, nada melhor do que buscar conhecer a história de outros que alcançaram essa posição, enfatizando sempre qual foi o bem que fizeram e qual foi o ”superpoder” (virtude) que eles possuíram ou desenvolveram.  

Assim, buscando inspiração nessas pessoas especiais que passaram pela Terra é que formamos os encontros da Escola de Heróis. 

Escolha dos heróis 

Considerando que o projeto ocorre em um centro espírita, todas as ideias propagadas devem ter como essência o Espiritismo. Para isso, é preciso estabelecer critérios de escolha das personagens que irão ser estudadas, a fim de manter a coerência doutrinária. Para estabelecer um parâmetro para a seleção dos heróis a serem trabalhados, trazemos a figura do Cristo, como o maior de todos os heróis, aquele que possui todas as virtudes, resgatando a ideia de Jesus como Governador do Orbe Terrestre (o que nos é revelado pela Doutrina em diversas obras, como “A Caminho da Luz”, de Francisco Cândido Xavier), sendo ele o responsável também por enviar para Terra os heróis que iriam ajudar a humanidade e tendo vindo Ele mesmo para ser o maior exemplo de um herói perante a humanidade. Enfatizamos que apenas o Cristo é o nosso guia e modelo, mas os Espíritos que Ele enviou, que cumpriram a sua missão na Terra, nos servem de inspiração e incentivo na nossa própria jornada. 

Dessa forma, procuramos escolher personagens que expressavam em sua história uma grande virtude e cujos registros que temos da vida moral não contrariam os princípios e valores ensinados pelo Cristo. 

Há também uma cautela maior quando se trata de heróis que possuem trechos de suas vidas marcados por condutas que podem servir de mal exemplo para as crianças. Nesses casos, ou optamos por não levar a história desse personagem para as crianças, ou enfatizamos a mudança/transformação pela qual aquele herói passou, quando esta é pertinente para a nossa aprendizagem (como no caso de Santo Agostinho, que foi uma criança travessa, mas quando cresceu se tornou um homem virtuoso, o que demonstra que todos podemos nos transformar). 

Outro ponto importante é a ideia de que muitos heróis não receberam nenhum reconhecimento do mundo ou da sociedade enquanto encarnados, mas sim de Deus. Ser um herói não tem a ver com o mérito concedido pelo mundo. Muitas vezes a virtude do herói foi permanecer agindo no bem mesmo anonimamente, exercendo a simplicidade, a humildade, a renúncia e a resignação. 

Heróis selecionados 

Todos os heróis são figuras históricas da humanidade, retirados de livros de História, do Novo e Antigo Testamento, figuras reconhecidas da História do Cristianismo e Espiritismo e personagens retiradas de literaturas espíritas psicografadas. 

Alguns dos heróis escolhidos para serem trabalhados: 

  • Adolfo Bezerra de Menezes – 1831  
  • Albert Schweitzer – 1875 
  • Alcíone (Livro Renúncia)  
  • Allan Kardec – 1804 
  • Anália Franco – 1853  
  • Anne Sullivan (cuidadora da Hellen Keller)  
  • Benjamin Francklin – 1790  
  • Buddha (Sidarta Gautama)  
  • Divaldo Pereira Franco – 1927  
  • D. Pedro II (com base no livro “Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho”) – 1825  
  • Estêvão (Livro Paulo e Estevão) – 5 d.C  
  • Eurípedes Barsanulfo – 1880  
  • Florence Nightingale – 1820  
  • Francisco Cândido Xavier – 1910  
  • Francisco de Assis – 1226  
  • Isaac Newton – 1643 
  • Irmã Dulce – 1914  
  • Jesus de Nazareth  
  • Joana D’Arc – 1412  
  • Joana de Cuza 
  • Johann Pestalozzi – 1746  
  • João Batista  
  • José do Egito (Velho testamento) 
  • Léon Denis – 1846 
  • Leopoldo Machado – 1891  
  • Madre Tereza de Calcutá – 1910  
  • Mahatma Gandhi – 1869 
  • Malala Yousafzai – 1997 
  • Maria de Magdala  
  • Maria de Nazareth  
  • Marie Curie – 1867  
  • Mary Jane McLoad Bethune  
  • Moisés (Velho testamento) 
  • Paulo de Tarso – 5 d.C 
  • Princesa Isabel (com base no livro “Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho”) – 1846  
  • Santo Agostinho – 354  
  • Simão Pedro 
  • Sócrates 
  • Willian Crookes – 1832 
  • Yvonne Pereira – 1900 

 

Exemplo de roteiro feito no planejamento do encontro 

Herói: Gandhi 

Coordenador(es): Renan e Gustavo 

Objetivo: Refletir que sempre podemos encontrar uma forma de ajudar e resolver um problema sem violência buscando atender a vontade de Deus. 

Introdução: Relembrar o que vimos da história de Gandhi no encontro passado. 

Momento 1 – contação da História: Apresentar as realizações do herói na Índia trazendo a solução para o sofrimento de seu povo com imagens e trechos do filme. 

Momento 2 – Reflexão: Teatro de fantoches onde uma professora conta sobre Gandhi aos alunos e no recreio Julinho vê seu amigo apanhando de uma outra criança. Julinho lembrou que aprendeu com a história de Gandhi que fazer o bem não é ficar parado, e sempre tem um jeito de resolver sem violência.  

Atividade: As crianças vão conversar com o Julinho e levantar todas as possiblidades que ele tem de ajudar o seu amigo. O coordenador irá registrar os comentários das crianças em um cartaz. Se restar tempo elas podem enfeitar o cartaz. 

 

Dinâmicas, recursos e atividades utilizados durante os encontros 

  • Vídeos 
  • Apresentação de Slides 
  • Ligação de Skype para o herói 
  • Teatro  
  • Teatro de sombra 
  • Teatro de fantoches  
  • Vivências realizadas pelas crianças: 
  • Teatro que reconte a história 
  • Interação com o teatro (p. Ex.: pegar um “avião” para encontrar Gandhi na Índia) 
  • Exercícios de caridade (p. Ex.: preparar torradas para moradores de rua; regar as flores; fazer cartas para os tarefeiros da casa ou auxiliá-los em algo) 
  • Atividades artísticas (p Ex.: desenhos; artesanato/; pinturas; modelagem com massinha, biscuit e argila; etc.) 
  • Mural lúdico (onde se coloca as informações do herói do dia: foto do herói e do país de origem, datas, poder/virtude, etc.) 
  • Varal dos heróis (onde há a imagem de todos os heróis que vão ser estudados com um papel tampando, e nos encontros vai se desvendando o herói do dia) 
  • Construção de maquetes  
  • Obs.: no segundo semestre de 2019 trabalhamos a história de 3 dos primeiros cristãos (Paulo de Tarso, Estevão e Simão Pedro), e a contação de história era feita de forma rápida e curta com imagens impressas, pois aprofundaríamos na história ao longo da construção de maquetes com as crianças. Na apresentação de final de ano da evangelização, as crianças se dividiram entre as maquetes e contaram as histórias e as reflexões aprendidas para os familiares e tarefeiros. 

Todos os recursos eram escolhidos com o propósito de reforçar a história e/ou o reflexão aprendida.  

 

DESAFIOS: 

Relacionados às crianças: 

  • Idades distintas; 
  • As crianças já estavam mais cansadas e com fome e isso fazia com que ficassem mais agitadas; 
  • Dificuldade das crianças em respeitar os jovens e vê-los como autoridades naquele ambiente; 
  • Conciliar a ludicidade do projeto com a disciplina necessária para que ele ocorra. 

Relacionados à equipe de jovens: 

  • Inserir os novos participantes da mocidade no trabalho; 
  • Inexperiência dos jovens; 
  • Manter uma relação constante entre a equipe de evangelizadores e os jovens para fornecer apoio nos planejamentos e na execução do trabalho. 

 

RESULTADOS: 

A maior parte dos desafios persistiram ao longo do trabalho, e nem sempre foi possível contorná-los. A agitação das crianças, a inexperiência da equipe de jovens e a dificuldade de acompanhamento por parte dos evangelizadores com o projeto, por exemplo, muitas vezes prejudicaram a execução do encontro do dia, de forma que o objetivo planejado às vezes não era alcançado. No entanto, ainda assim houveram resultados que tornaram o projeto essencial para nossa casa espírita, além de atender a muitos dos objetivos definidos anteriormente. 

Para as crianças: 

  • No sentido de evitar que as crianças “bagunçassem” no período do tratamento, a Escola de Heróis cumpriu com o papel de mantê-las calmas e fazendo ou participando de uma atividade interessante e útil, alinhada com os princípios da doutrina e com a ambiência necessária no centro espírita. 
  • As crianças nas turmas de evangelização são separadas por faixas etárias que as dividem em várias salas, mas como a Escola de Heróis as une em uma ou no máximo duas turmas, elas puderam estabelecer amizades e laços que não criariam em suas salas, além de cultivar as amizades que já têm com amigos de idades diferentes. Tais laços são fundamentais no entendimento da criança de que ela é parte de um centro espírita com muito mais pessoas, e não apenas de uma salinha com alguns colegas e evangelizadores. 
  • Outro diálogo de gerações presente foi o das crianças com os jovens, onde o vínculo criado levou a uma amizade que contribuía para o andamento dos encontros de uma forma divertida e leve.  
  • Além disso, os maiores serviram como uma projeção da trajetória da criança dentro do centro espírita, já que ela pôde ver na figura do jovem um exemplo de como a evangelização se concretizará em seu futuro – não apenas se tornando evangelizadores, mas também pessoas que participam ativamente do centro espírita e estão em busca de sua reforma interior. 
  • Na maioria das vezes, foi possível superar a barreira do cansaço das crianças depois de já terem participado da evangelização antes da Escola de Heróis, com o uso de recursos criativos na contação das histórias e a participação constante em atividades práticas. 
  • Quanto à repercussão nas crianças das lições apresentadas, elas guardavam lições e cenas de diversas reuniões, e em muitas ocasiões alguns pais relatavam que, ao longo da semana, os filhos também comentavam sobre os heróis dos encontros da Escola de Heróis. Isso ocorreu pois a maneira de contar as histórias, envolvendo as crianças ativamente (com vivências, construção de maquetes, exercícios de caridade), e o fato de uma história ser trabalhada com calma, se desdobrando em várias reuniões, faziam com que as histórias ficassem marcadas. 
  • A Escola de Heróis muitas vezes pedia uma participação mais ativa das crianças do que em suas turmas da evangelização, o que fazia com que elas criassem um senso de responsabilidade em suas tarefas antes e depois dos encontros (arrumar a sala, buscar o lanche, ajudar os mais novos, etc.) 

Para os jovens:     

  • A equipe de evangelização percebeu que uma das principais maneiras de evitar a evasão do jovem na mocidade é engajá-lo em uma atividade, despertando nele o senso de responsabilidade, engajamento e vínculo com o centro espírita e o Espiritismo.  
  • O planejamento e a execução dos encontros incitavam o desenvolvimento de algumas qualidades no trabalho espírita, como a disciplina no estudo da doutrina, a responsabilidade de estar presente nas reuniões de planejamento e nos dias de evangelização, e a experiência na educação espírita. Estas qualidades são fundamentais para qualquer prática dentro da doutrina, mas especialmente essenciais no âmbito da evangelização. 
  • A maioria dos jovens que atingiram a idade máxima da mocidade continuaram na casa espírita, passando a frequentar o estudo sistematizado da Doutrina Espírita (ESDE) e a trabalhar na evangelização infanto-juvenil.   
  • O estudo para o planejamento levava a um natural aprofundamento do jovem nos temas da doutrina, conquistando aprendizados próprios ou compartilhados com seus colegas, os quais muitas vezes nem chegavam a ser usados nas aulas, mas contribuíam para o crescimento próprio. 
  • Fortalecimento dos laços criados dentro do grupo de jovens, por conta do tempo adicional passado nos planejamentos e no trabalho com as crianças, além de contribuir para a aproximação de jovens recém-chegados à mocidade com seus colegas e o próprio Espiritismo. 

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS: 

O motivo de termos desenvolvido esse projeto da maneira como o fizemos, bem como sua estrutura, desafios e resultados, corresponde à experiência específica de nós jovens, dos evangelizadores e das crianças dentro de um centro espírita que apresentava determinadas necessidades. Portanto, é natural que nem tudo o que registramos neste documento se aplique à realidade de outros evangelizadores. Por outro lado, esperamos que com essa apresentação possamos contribuir para a multiplicação de boas iniciativas na evangelização de almas por e para nossos irmãos em todos os lugares possíveis. 

 

Equipe da evangelização e da mocidade do Centro Espírita Maria de Nazareth 

Em São Bernardo do Campo, São Paulo – Brasil 

 

 

 

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